
" Somos iguais e diferentes. Iguais no corpo, na inteligência e no respeito
Diferentes na língua, no jeito, no costume.
Somos todos iguais e diferentes:
índios, negros e brancos"
- professores indígenas do Acre - RCNE.p.22-
Quero agradecer a todas as pessoas que direta ou indiretamente esteve ao nosso lado para a elaboração desse trabalho. Muitos envolvidos, minha família a da Adriana, tivemos também o Olívio Jekupé, índio da aldeia Guarani em S.P, que sempre esteve presente nos apoiando. Obrigada de coração, abaixo uma prévia do trabalho. Logo eu coloco aqui as fotos da apresentação que aconteceu no dia 16/09/2005 no auditório da Unip Campus Santos/ Rangel.
O professor como elo na integração do processo educacional indígena.
Objetivo
O objetivo de nosso trabalho é mostrar a importância da integração do povo indígena com a sociedade brasileira assim como obstruir estereótipos, por meio da educação. Que comunidade indígena e a escola devem ser vistas como um todo, com a finalidade de manter tradições, fortalecer a cultura e a busca de autonomia. A função do professor nesse sentido é ser um meio na formação de cidadãos e na conscientização da temática indígena na vida escolar.
Justificativa
A idéia de estudar sobre educação indígena veio primeiramente através da curiosidade em saber como se dá o processo de alfabetização desse povo. E através desta identificar quais metodologias e materiais didáticos são utilizados. Buscamos nossas respostas através de pesquisas bibliográficas.
Resumo do Conteúdo:
Ao considerar a educação escolar indígena como objeto de estudo, fomos buscar a sua compreensão em duas perspectivas: Primeiro no processo histórico vivenciado pelos povos indígenas. E em segundo no referencial teórico que possibilitasse a compreensão da educação escolar indígena.
Na pretensão de entender os conceitos na educação escolar indígena, e poder estabelecer distinção e aproximação entre elas, buscamos compreender como a instituição escolar foi inserida nas sociedades indígenas e como as escolas trabalham a questão indígena hoje, na educação infantil e no ensino fundamental.
No presente trabalho fazemos uma análise destas questões desde a colonização até os dias de hoje.

Assim como diz José Pacheco da escola da Ponte (nova escola/24 de abril de 2004- pág. 24/25), que “é possível fazer uma escola diferente”, a educação escolar indígena recebe a entonação de diferenciada, no currículo, no material didático, nos projetos pedagógicos, avaliação adaptadas às nações indígenas (SILVIA CRAVEIRO). No caso do projeto de Pacheco, “não há salas de aula” e sim lugares aonde os alunos vão testando suas hipóteses, em locais que julgam propícios a sua aprendizagem.
Hoje na educação indígena o que se propõe não é muito diferente da proposta de José Pacheco, pois a educação indígena proporciona aos estudantes estarem em suas próprias aldeias, com professores de seu povo, em uma aula de História, por exemplo, os alunos aprendem por meio da oralidade, são os sujeitos da aprendizagem.
Antes o ensino indígena era em escolas rurais ou salas-extensão de escolas não-indigenas. E completamente fora dos sistemas de ensino, os calendários curriculares, o sistema de avaliação, os materiais didáticos, não levavam em consideração a particularidade indígena, seu passado não era considerado, pois eram calendários e currículos elaborados para escolas regulares, de acordo com preceitos de não-indigenas. Segundo os referencias para a formação de professores indígenas (2002) Enfatiza-se que:
Hoje a educação indígena conta com respaldo legal que lhe garante um tratamento diferenciado e próprio. Ao ficar estabelecido no artigo 210 da constituição brasileira de 1998 que o ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, asseguradas às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.
Houve um reconhecimento dos índios para uma educação diferenciada, é importante destacar que os materiais didáticos deverão ser preferencialmente elaborados por eles, cada tribo deverá elaborar o seu material de acordo com suas necessidades.
É o caso da tribo Kadiwéus, que após a formatura de 20 alunos – 17 Kadiwéus, 2 Kinikinaus e um não-indígena, no curso de magistério. Esses índios professores agora estarão administrando a escola da aldeia, estão capacitados.
Quando escolas indígenas são gerenciadas por professores de sua própria aldeia fica garantida a continuação das tradições, esse ensino servirá como uma ponte para o mundo fora da aldeia. (revista nova escola-abril/2004 – pág.50).
É certo que o homem inventa desde os primórdios, sua criatividade está sempre em ascensão, está a procura por meio das descobertas da natureza dar sentido à vida. Assim o homem a partir de suas descobertas, encontrou na escrita uma forma de deixar para as gerações futuras os registros do que acontecera outrora, e só foi possível por que o homem passou a documentar a registrar a guardar, fortalecendo o elo entre o passado e o futuro. Tornando o homem cada vez mais unido no sentido de que para saber o agora precisa estar ciente do que aconteceu, fortalecendo suas origens, dando sentido a sua História.Conhecendo os fatos passados.
A escrita como sinal gráfico, verbal possibilitando a comunicação entre as diferentes etnias sociedades antigas, tem sua origem nas sociedades antigas nos anos 4.000 a 3.500 aC, em forma de pictogramas. A escrita foi evoluindo até chegar em sua forma gráfica, que hoje nos comunicamos por meio dela.
A forma de guardar as histórias contadas pelos mais velhos era guardada na memória, passando de pai para filho. A escrita passou a ser usado como objeto de poder entre os povos que a dominavam.
Os povos indígenas brasileiro aparecem na História como povos sem cultura, sem História, por não dominarem a escrita, ou por não terem deixado nenhuma forma de representação simbólica. Os povos indígenas na história da escrita estiveram sempre ausentes. Portanto, a escrita tem hoje um papel significativo, pois a partir dela o índio pode reclamar, buscar seus direitos, e a interpretação de sua história, antes ignorada por não possuírem o domínio da língua do homem branco. Entretanto a importância do índio dominar sua língua materna e a língua da cultura ocidental permite que possam estar integrados com a nossa sociedade e proporcionado a preservação e continuidade de suas culturas, só assim, a cultura indígena terá sua cultura sua cultura preservada.
fonte: Erlon Santos-Pataxó
3º Grau Notícias – Informativo do 3º Grau Indígena – Ano III nº 7 – agosto a dezembro de 2003.

Por que o dia 19 de abril é o Dia do Índio? Em 1940, o 1º Congresso Indigenista Interamericano, reunido em Patzcuaro, México, aprovou uma recomendação proposta por delegados indígenas do Panamá, Chile, Estados Unidos e México.Essa recomendação, de nº 59, propunha:1. o estabelecimento do Dia do Índio pelos governos dos países americanos, que seria dedicado ao estudo do problema do índio atual pelas diversas instituições de ensino;2. que seria adotado o dia 19 de abril para comemorar o dia do Índio, data em que os delegados indígenas se reuniram pela 1ª vez em assembléia no Congresso Indigenistas. Todos os países da América foram convidados a participar dessa celebração.Pelo Decreto-lei nº 5.540, de 02 de junho de 1943, o Brasil adotou essa recomendação do Congresso Indigenistas Interamericano. Assinado pelo Presidente Getúlio Vargas e pelos Ministros Apolônio Sales e Oswaldo Aranha, É o seguinte o texto do Decreto:O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, e tendo em vista que o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, reunido no México, em 1940, propôs aos países da América a adoção da data de 19 de abril para o "Dia do Índio", decreta:Art. 1º - considerado - "Dia do Índio" - a data de 19 de abril.Art. 2º- Revogam-se as disposições em contrário.A recomendação de institucionalização do "Dia do Índio" tinha por objetivo geral, entre outros, outorgar aos governos americanos normas necessárias à orientação de suas políticas indigenistas. Já, em 1944, o Brasil celebrou a data, com solenidades, atividades educacionais e divulgação da cultura indígena. Desde então existe a comemoração do "Dia do Índio", às vezes estendida por uma semana, a "Semana do Índio". fonte: http://www.escolavesper.com.br/paginaindio/pagindio/porqueodia19deabril%C3%A9odiadoindio.htm
foto: feira da educação, Educar 2004. Expo Center Norte -SP
Por que escolhi esse tema
Olá a todos. Estou iniciando este blog, para mostrar um pouquinho da nação indígena, povo que precisa do respeito de todos nós. Falarei brevemente o motivo de ser este o tema escolhido para o nosso T.C.C, digo nosso pois será feito por duas pessoas, eu e a Adriana.
Quando nos foi apresentado a lista de temas, é nós recebemos uma lista da universidade contendo 20 temas pertinentes ao curso, Pedagogia. Olhei diversas vezes a listagem e nenhum me interessou. Já havia combinado com a minha amiga Adriana que seríamos a dupla para a realização deste T.C.C; ela ficou fascinada pela temática indígena. Nossa os olhos dela brilaha ao falar, e eu como não havia me interessado por nenhum tema mesmo, aceitei de cara, então estava certo, nosso tema Educaçaõ Indígena.
Mas, eu ainda não estava gostando desse tema, não estava nada feliz, mas aceitando as idéias da Dri. Cheguei a cogitar que seria melhor mudarmos de tema, pois estava difícil encontrar material, não havia empolagação entre as pessoas quando falávamos que seria essa nossa pesquisa. Os meses se passando, até que em um determinado dia, fomos a Feira de Educação de São Paulo - Educar 2004, como fazemos o curso de Pedagogia, fomos a esta feira para vermos as novas, estava muito boa. Passeando, vendo estandes, comprando livros pela, de repente eu vi uma foto que me chamou atenção, esta aí acima, fiquei espantada coma criatividade de quem montou o painel, era uma foto enorme, na mesma hora chamei a Adriana e mostrei a foto, que prontamente fotografou o outdoor.
Eu posso garantir que depois que vi esta foto, minhas idéias se transformaram, pois nos mostra a diversidade, as várias etnias, as formas culturais. Fiquei encantada, este tema me encanta hoje em dia, acredito que não estaria tão feliz se estivesse mudado. Eu não sei por enquanto pesquisar outra coisa que tenha significado para mim. Eu me considero uma nova pesquisadora na temática indígena.
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